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terça-feira, 15 de junho de 2010

Ações de Retenção de Talento: Plano de Carreira - Empresa


Ontem, falamos um pouco sobre o Plano de Carreira sob o prisma do profissional. Explicamos como desenvolver um plano de carreira, suas etapas e demos dicas de desenvolvimento.
No post de hoje, queremos tratar desse assunto sob o prisma da empresa: o Plano de Carreira e Sucessão.

Sabemos que a sustentabilidade do negócio depende da atração e retenção dos talentos que irão ocupar posições de liderança em todos os níveis hierárquicos da empresa no médio e longo prazo. Por isso, é muito importante realizar uma análise periódica das pessoas que compõem a organização, em busca da identificação e da preparação dos profissionais que apresentam potencial de liderança.

Um dos erros das organizações é realizar essa análise apenas entre seus atuais líderes. É necessário buscar entre os demais níveis da estrutura organizacional aqueles que apresentam um desempenho diferenciado no cargo atual, bem como indicadores de que têm interesse e são capazes de assumir posições de maior responsabilidade e complexidade agora e futuramente. Com este mapeamento pode ser identificado na organização se existem talentos suficientes para atingir o futuro desejado. 

Assim, para um Programa de Carreira e Sucessão ser corretamente implentando, a equipe de RH deve pensar em três dimensões distintas, porém interligadas:


(a) A Continuidade da Organização, em seus objetivos:


Garantir a sustentabilidade do negócio no curto, médio e longo prazo;
Garantir a existência de uma linha sucessória robusta de recursos na empresa;
Assegurar que na estrutura existem recursos para a competitividade do negocio.

(b) A Gestão de Pessoas, em seus objetivos:

Criar o Sentimento de propriedade nas pessoas;
Desenvolver o orgulho de pertencera uma organização vencedora;
Ser reconhecida como uma empresa que motiva e retém pessoas. 

 (c)  A Gestão Processual, em seus objetivos:

A empresa possui processo uniforme e procedimentos claramente definidos;
Desenvolve uma base de informações / conhecimento dos seus recursos;
Dispõe de agilidade / velocidade de informação para o processo decisório.


Para que isso tudo dê certo, é importante levar em consideração alguns pontos. Primeiro, que as carreiras sejam planejadas na direção em que se tenha a certeza de que a pessoa certa esteja na posição certa no  momento certo. Em segundo lugar, que a oferta de treinamento deve sempre satisfazer a demanda de programas resultantes da avaliaçã de desempenho, o plano de gestão por competências, assim como o próprio Programa de Carreira e Sucessão. E, por último, que atividades como Recrutamento Interno, Programa de Estágio e/ou Trainee estejam igualmente direcionadas para antender às necessidades planejadas de talentos gerenciais da empresa, no futuro.


segunda-feira, 14 de junho de 2010

Ações de Retenção de Talento: Plano de Carreira - Profissional

Todo profissional que tem interesse em crescer e se desenvolver em sua carreira deve, o mais cedo e rápido possível, pensar em seu plano de carreira. Sem dúvida alguma, esse é o ponto de partida para uma carreira bem sucedida, e mostra que essa pessoa é capaz de um planejamento eficiente, de definir e seguir metas e, principalmente, efetuar revisões e mudanças, sempre que necessário.

Na vida, assim como nas empresas, o planejamento dos próximos passos, e como fazer para alcançá-los, é fundamental, e todos os profissionais, independente da etapa de carreira que se encontram, deve fazê-lo.

Nas organizações, o Plano de Carreira é importante para identificar sucessores, para avaliar profissionais em seu desempenho, para garantir o sucesso da empresa e alcançar suas metas. Ter isso claro e transparente para seus colaboradores é uma forma de garantir que eles mantenham-se motivados e interessados em permanecer em seu quadro de colaboradores. Ou, então, é importante para corrigir desvios, ou mesmo buscar novos profissionais para determinadas posições.

Contudo, um bom profissional não deve esperar que a empresa tome a iniciativa de solicitar que ele pense em sua carreira e defina qual o seu plano. Ele deve tomar essa iniciativa, assim como deve tomar as rédeas de sua trajetória profissional.

Para auxiliar nossos leitores no desenvolvimento de um plano de carreira, oferecemos um pequeno descritivo de como montá-lo:

1ª etapa:  Auto-Conhecimento

Faça uma autoanálise. Reflita sobre seus valores, desejos, sonhos, habilidades, gostos, idéias. Reflita também sobre o que você acredita e, principalmente, sobre o que você não acredita. O que quer e o que não quer.

2ª etapa: Análise de Situação

Pense no momento atual, em como está o cenário no qual você se insere. Como está seu trabalho agora, qual a perspectiva de mudança (para melhor e/ou para pior), quais são as competências percebidas, as qualidades, os defeitos, os limites.

3ª etapa: Objetivos

Quais são as suas metas? Onde você quer chegar dentro da empresa e dentro da sua carreira? Quais são as competências, as habilidades necessárias para atingir essas metas?  Faça uma análise do que você quer frente ao cenário no qual você se encontra. 


4ª etapa: Estratégia


Identificados os objetivos, defina o que você vai fazer para alcançá-los. Relacione tudo o que você precisa, assim como a ajuda de quem você precisa para alcançar essas metas, assim como a estimativa de tempo que você acredita precisar até atingi-las.


5ª etapa: Gerenciamento


Não adianta planejar, se não houver um acompanhamento. Faça uma avaliação periódica de seu plano, verifique possíveis distorções e corrija tudo o que você considerar desalinhado.


Dentro de uma empresa, é sempre interessante estar atento às movimentações. Você é um analista de RH e deseja ser um coordenador? Observe o que os atuais coordenadores fazem, quais competências eles possuem, qual seu conhecimento, como eles fizeram para chegar lá. 


Busque sempre o auxílio de um profissionais sêniores de sua área, alguém que você confia e que acredita que poderá lhe servir de Coach. Estude também o plano hierárquico da empresa, leia a descrição dos cargos que o compõe e entenda o que é necessário para alcançá-los. Fazendo isso, você terá mais chances de ter sucesso e alcançar seus objetivos.


Nosso próximo post falará um pouco mais sobre o Plano de Carreira, mas sua construção pelas empresas. Aguardem até amanhã!!


terça-feira, 8 de junho de 2010

Ações de Retenção de Talento: Programa de Desenvolvimento de Liderança

Dando continuidade ao nosso especial sobre Retenção de Talentos, trazemos hoje um tema bastante procurado pelas organizações, independente do seu tamanho: Desenvolvimento de Liderança.



Em todas as organizações, encontramos entre seus profissionais aqueles que se destacam pela sua capacidade de liderar. Essa liderança pode ser situacional ou pode fazer parte do escopo de uma determinada função. A necessidade de desenvolver aspectos de liderança nos colaboradores tem sido bastante trabalhada em programas de trainee, em empresas onde a grande maioria de profissionais pertencem à Geração Y, ou mesmo em casos de promoção de profissionais que desempenhavam funções completamente técnicas, e se viram, de uma hora para outra, responsáveis por projetos e, principalmente, por equipes.

Quando somos convidados por um cliente para auxiliá-los no desenvolvimento de um Programa de Líderes, buscamos ter sempre em mente que nem sempre os profissionais que estão participando do programa sabem o que é ser um líder. A experiência mostra, na realidade, que a grande maioria tem uma visão equivocada da liderança.

Então, como um pequeno roteiro para montagem de um Programa de Desenvolvimento de Líderes, sempre começo com um módulo no qual conversamos sobre o que é ser líder, sua essência e seu papel dentro da organização.

Uma vez discutida essa fase, passamos para um outro assunto espinhoso: equipes e competências. Só falar em competência, e o pessoal fica logo arrepiado! Eu também fico arrepiada, mas é um bom arrepio. Se você não entende o conceito de competência, não conseguirá ser um bom líder!  Então, um módulo que fala sobre gestão por competência é igualmente imprescindível.


Passada também a fase de falar sobre Competências, é importante fazer com que esses líderes se conheçam. Afinal, como ser líder se você não se conhece? Assim, o autoconhecimento e a compreensão de como o ser humano pensa e se comporta é importante para você entender sua equipe e ser um bom líder para ela.


Por fim, para completar o modelo básico que consideramos importante em um Programa de Desenvolvimento de Liderança, é impossível falar deste assunto se não abordarmos o Coaching. Todo líder tem que estar em constante aprimoramento de suas habilidades de coaching, a fim de garantir uma alta performance de sua equipe. 


Desta forma, fazendo um resuminho, se você quiser desenvolver um programa de desenvolvimento de liderança na sua empresa, você tem que pensar nesses quatro módulos básicos:

Módulo I - Valores e Elementos da Liderança
Módulo II - Gerenciando sua equipe através do modelo de competências
Módulo III - Autoconhecimento e as Dimensões do Ser Humano
Modulo IV - Coaching


E, nesse meio tempo, se precisar de uma ajuda de especialistas, entre em contato conosco!!!






 

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Ações de Retenção de Talento: Coaching

Em sequência ao nosso especial de Ações de Retenção de Talento, trazemos para nossos leitores mais informações sobre Coaching.

Para essa edição, tivemos o auxílio de nossa parceira Ana Lúcia de Mattos Santa Isabel, responsável pelos programas de Coaching desenvolvidos pelo Universo RH.

Vamos, então, conversar um pouco mais sobre Coaching Integrado, e como esta ferramenta pode ser utilizada no desenvolvimento e retenção de talentos.


COACHING INTEGRADO COMO FERRAMENTA DE DESENVOLVIMENTO E RETENÇÃO DE TALENTOS

Modernamente, é cada vez maior o número de empresas que procuram apoio para o desenvolvimento de políticas de retenção de talentos.

Se até a alguns anos atrás, as empresas conseguiam ser competitivas somente graças às características de seus produtos ou serviços, essa é uma missão muito mais difícil de alcançar hoje em dia. Produtos e serviços são cada vez mais parecidos e padronizados, o que faz com que a competitividade de uma organização dependa muito mais de outros fatores.

As pessoas são cada vez  mais um diferencial importantíssimo, a tal ponto que, para poderem sobreviver no mercado, hoje é fundamental que as empresas sejam capazes de identificar, desenvolver e, sobretudo,  reter seus talentos.

Mas, surge sempre a  pergunta. Como identificar, desenvolver, e, sobretudo, reter os talentos de uma Organização? Há uma ferramenta capaz de ser resposta a estas questões? Algumas respondem bem às necessidades de identificar, como o mapeamento de  competências, por exemplo;  mas e quanto a desenvolver e reter? 

A mim me parece que o Coaching  Integral é a mais  completa  ferramenta quando se  trata de encontrar os talentos de uma equipe e  levá-los ao ponto de brilharem  par afazer diferença. 

Mas o que é afinal O Coaching Integral?

O Coaching Integral é um trabalho onde o coach (profissional) ajuda o cliente ,também chamado de coachee, a explorar e desenvolver questões relativas ao seu desenvolvimento pessoal e profissional levando –o  a descobrir novas possibilidades de ação. O trabalho de Coaching Integral tem o objetivo de alinhar e promover possibilidades de ação que desenvolvam o coachee a partir  dos seus objetivos. É um processo durante o qual o coachee será levado a entrar em  profundo contato com suas crenças e valores internos, redescobrindo capacidades que por algum motivo estavam adormecidas em sua vida pessoal ou profissional. Além disso, identificará seus pontos fortes e pontos de melhoria e desenvolverá dentro de um plano de   desenvolvimento individual  suas competências e habilidades. 

Como é feito?

O Coaching Integral é sutentado por  três pilares: as ferramentas usuais do Coaching; as  ferramentas da PNL e uma pitada ou duas de Filosofia.O coach integral utiliza perguntas para esclarecer e incentivar a reflexão do coachee para as questões que ele próprio traz às sessões, explorando e descobrindo os valores intrínsecos em suas escolhas e ajudando o coachee a descobrir novas possibilidades de ação. O coach integral não dá conselhos ou faz qualquer tipo de julgamento do coachee ou de qualquer assunto que ele traga para a sessão. Porém divide  conhecimentos e ajuda a planejar  estratégias.Na abordagem integral, o coach está apto a acompanhar qualquer processo interno que surja durante o trabalho. Dessa forma, o coach integral tem uma visão global, sistêmica do processo, olhando para o passado, presente e futuro do coachee. 

O sucesso do processo 

É necessário que a relação entre coach e cliente seja de muita confiança para  as  transformações buscadas sejam construídas. Para isto é imprescindível que haja feedback constante entre os dois, facilitando a compreensão mútua dos valores e a troca de experiências. Esta prática de abertura, central em Coaching, abre espaço para um alto padrão de desempenho. O coach incentiva o coachee  a compreender todo feedback que a experiência proporciona e a analisar a situação sob novas perspectivas. Com seu feedback, o coachee amplia sua consciência e fortalece sua transformação e  crescimento. 

Conhecimento de  si e  conhecimento do outro

É extremamente importante que o coach e o cliente conheçam bem a trajetória de realização um do outro. Em outras palavras que se escolham, se  acolham , se aceitem. Conhecer as atitudes do outro, seus valores, padrões de comportamento e principais sucessos e fracassos. Conhecendo o coachee, o coach poderá ajudá-lo a identificar o gap entre a visão de futuro dele e a sua situação e competências atuais. E, conhecendo o coach, o cliente saberá usar melhor a sua experiência, sua bagagem.A análise da trajetória não deve transformar o passado numa plataforma para a visão de futuro, isto limitaria o futuro a ser uma extensão do passado. Esta análise serve para identificar pontos fortes e fracos (de ambos) que possam influir no desempenho futuro e que devem ser considerados no plano de ação. Assim, facilita o sucesso do plano de ação e evita problemas decorrentes da falta de planejamento.

Coaching é comprometimento

Coaching é determinação, é a coragem necessária quando se tem desafios a superar. As emoções são essenciais para construir uma ponte vigorosa entre o coach e seu cliente, que sustente o percurso desde a intenção até a realização. Sem emoção, não há envolvimento nem energia para a ação. Alegria, determinação e, principalmente, confiança são as bases para um relacionamento/projeto bem sucedido. Respeito, solidariedade e afeto tornam o caminho mais suportável.Mas, é preciso construir uma trilha clara para que estas emoções surtam o efeito desejado. É preciso construir um plano de ação previamente acordado entre coach e coachee para garantir o sucesso do processo. Sem ele, o coach não tem onde apoiar o seu compromisso. Entretanto, este plano não deve ser uma camisa de força à qual os dois estão amarrados, e sim deve funcionar como uma bússola, um esquema norteador na jornada que ambos estão empreendendo. 

Quais são os benefícios do Coaching?

Muitos, quase incontáveis. Mas, grosso modo são os seguintes: 

  • Aumento da capacidade de liderança; 
  • Capacidade de trabalhar eficientemente em equipes; 
  • Melhor capacidade de resolução de conflitos;
  • Capacidade de melhor administrar mudanças; 
  • Habilidade de administrar o tempo e usar o stress de maneira positiva; 
  • Melhoria  da qualidade de vida no ambiente de trabalho.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Ações de Retenção de Talento: Mentoring ou Tutoria

Na edição de hoje, gostaríamos de dividir algumas informações sobre Mentoring - ou Tutoria. Muitos profissionais tendem a confundir o Mentoring com o Coaching, e trazemos os dois no nosso especial de Retenção de Talentos para que nossos leitores aprendam a distinguir essas duas ações, muito importantes em sua particularidade.

O texto que reproduzimos é de autoria de L.A. Costacurta Junqueira, do Instituto MVC.


MENTORING: VOCÊ SABE O QUE É ISSO?

Torna-se cada vez mais freqüente nas empresas norte-americanas a figura do "Mentor". Ele é geralmente um executivo que "adquiriu senioridade, liderança e reconhecimento profissional e que, espécie de padrinho ou tutor, "adota" um jovem empregado, no qual se detectou algum potencial acima da média, servindo-lhe de orientador na sua carreira, de professor na sua especialidade, de conselheiro e até mesmo de protetor em sua ascensão dentro da empresa.

"Mentor" vem do grego, aliás, e lembra a lendária figura do fiel escravo, de mesmo nome, a quem Ulisses entregou a educação do seu filho Telêmaco, ao partir para a Guerra de Tróia. Já na Idade Média, as corporações parisienses - sociedade de artífices - faziam, do ensino um-a-um e da relação mestre vs. Aprendiz a base de seu funcionamento e continuidade, além da garantia dos seus monopólios. Ora, da velha Grécia e de Paris para os Estados Unidos, e daí para o nossa Brasil, é apenas questão de tempo oportunidade. Seja como for, parece que a "Moda" está aí para ficar e será, se já não o foi, provavelmente testada em algumas empresas pioneiras daqui.

O psicólogo Levinson conduziu, nos EUA, uma pesquisa entre bem sucedidos profissionais de várias áreas e todos enfatizaram a decisiva importância que teve, em determinada fase de suas carreiras, a figura de um "Mentor" (o nome ainda não existia, mas a pessoa sim... )

Essa função fora geralmente exercida por um colega mais velho, bem sucedido em sua posição, eventualmente líder, em sua profissão e que, meio pai, meio amigo, facilitara enormemente o desenvolvimento do jovem a partir do seu próprio exemplo e da sua disponibilidade em dialogar com o iniciante, estimulando-o e orientando-o em seu caminho para o sucesso.

O mesmo deve ocorrer com os nossos profissionais. Como, com muita freqüência, "macaqueamos" simplesmente o que lá fora se faz sem prestarmos maior cuidado ás características e peculiaridades culturais e conjunturais do nosso país, não custa tecer algumas considerações a serem levadas em conta pelas empresas e eventuais pretendentes ao "Mentoring".

Em primeiro lugar, reconheçamos que existe hoje, onipresente entre nós, uma enorme falta de credibilidade nos mais velhos, nos que dizem "eu sei, ou "eu já passei por isso". De fato, hoje é até ao contrário, são os jovens que levam a bandeira da atualidade e, para espanto e reverenciosa surpresa dos mais velhos, vão à frente abrindo caminhos e mostrando posturas novas aos decanos.

Parte dessa realidade está relacionada com a nossa história mais recente, quando nossos jovens se levantaram - e alguns pagaram com suas vidas contra a ditadura nos anos 60 e 70. Nós os mais velhos (inclusive o signatário deste capítulo), reservamo-nos prudentemente para quando o "negócio virasse". E até alguns dentre nós, ainda mais sagazes, quando "virou" mesmo, logo estavam, de novo, na crista da onda aproveitando as oportunidades da volta à democracia (vide os nossos dirigentes e quadros políticos atuais...) Assim, como acreditar neles, "os mais velhos"?

Além disso, para os que enfrentarem essa difícil tarefa, não custa lembrar que o "Mento" de hoje estará "fazendo a cabeça" de um jovem que, em vinte anos, assumirá eventualmente posições de liderança empresarial. Mas vinte anos nos colocam no século XXI! E o que nos espera então? Querem saber o que pensa, por exemplo, Arthur Clarke - o do "2001, Uma Odisséia no Espaço"?

Pois a nosso Clarke acha perfeitamente possível, e nada estranho à tecnologia atual, a possibilidade de sobrevivência, - em caldo de cultura laboratorial apropriado - de todo o aparato cerebral de uma pessoa, enfim, um "cérebro de proveta". Aliás, vários filmes de horror e/ou de ficção científica já exploraram a idéia.

A diferença que hoje já é possível, diz Clarke, imaginar isso como proximamente realizável. Daí que o "Mentor" de hoje poderá talvez estar ajudando a preparar um cérebro que durará... eternamente! E bota responsabilidade nisso...

Um terceiro aspecto a lembrar é que caberá ao "Mentor" uma tarefa complexa e ambígua, com algumas contradições embutidas no seu contexto. Quando se fala em ajudar no "desenvolvimento" de uma pessoa há, pelo menos, três dimensões a considerar: o desenvolvimento pessoal, o profissional e o de carreira, na empresa em questão.

Ora, estas três coisas são, ás vezes, até mesmo antagônicas.

Na primeira dimensão, estaremos falando de um "Mentor" tipo pai, tutor, amigo mais velho, conselheiro espiritual, confessor talvez... Na segunda - a do Know–how na especialidade - procura-se um "Mentor" que seja um bom profissional, um exemplo de ética e de atualização naquele campo de atividade, talvez um pesquisador, um inovador pioneiro na área... Quanto ao terceiro aspecto - o de carreira - aí poderá ser útil o próprio Chefe hierárquico, o Gerente Recursos Humanos, o Diretor definidor de políticas e diretrizes da empresa etc. E vejam que o nosso "Mentor" terá que ser um pouco destas três coisas não será nada.

Aliás, ampliando o campo de exame, talvez daí provenha parte dos problemas atuais das atividades de treinamento e desenvolvimento de pessoal. É que Homem de Recursos Humanos está, cada vez mais, numa situação profissional difícil e contraditória se quiser ser algo mais que mero preenchedor de Carteiras Profissionais e Folhas de Pagamento. Pesquisa recente, levada a efeito entre nós junto ao pessoal da área de informática de diversas empresas indica que, mais que o salário, ele valoriza a possibilidade de adquirir cada vez maior conhecimento em sua especialidade, exigindo ainda atualização profissional permanente no local onde trabalha. Isso no ramo da informática é particularmente crítico, mas será que não está acontecendo o mesmo em outras especialidades?

Com efeito, estima-se que, mesmo nos Estados Unidos, um profissional recém-saído das universidades estará obsoleto daí a uns dez anos em média, dependendo do seu campo de estudos. Ora, como então garantir a atualização profissional contínua dos nossos jovens?

E aí que entra, cheio de dúvidas, o "Mentor"... Do ponto de vista da empresa, pode bem ocorrer que esta se contente simplesmente com um bom profissional adequado às exigências do cargo a ele destinado.

Lembro-me entretanto que, professor dos cursos de Mestrado em Administração e procurado para um "conselho" por alguns alunos mais chegados, eu costumava recomendar o seguinte. "Não fique no seu primeiro emprego mais que uns três anos. Mude, experimente outras coisas, adquira vivência em outras áreas e, principalmente, nunca fique num setor onde não possa ir mais além da rotina e burocracia especifica da função. Faça isso pelo menos até os 35 anos e então... Escolha!"

Hoje, quando me pergunto se eu não seria um tanto radical à época, constato, com agradável surpresa, que já não sou eu o radical, e que estou até sendo ultrapassado por jovens que "não aquecem o assento", mudando de emprego com freqüência à procura de algo mais rico e mais significativo para o seu desenvolvimento pessoal. O que diria o "Mentor" a um jovem com essa perspectiva?

Dentro da mesma ordem de idéias, ocorre-me uma explicação para o êxito econômico do Japão de pós-guerra. Nos últimos trinta anos, parece que, na maioria das empresas japonesas, conseguiu-se que os funcionários considerassem devidamente atendidas as três dimensões acima mencionadas. O empregado japonês aceita a empresa e o seu emprego como um só, para toda a vida. E ali elege ele o local onde se desenvolverá como pessoa, como cidadão, como profissional e como funcionário de carreira. Uma organização justa, estimulante e segura faz o resto e tudo dá certo, pois a motivação do pessoal é assim elevada ao máximo.

Não custa lembrar, entretanto, que esse sistema quase perfeito vem apresentando, ao que se sabe, várias e sérias fraturas nos últimos tempos. Os jovens japoneses já não estão aceitando tão passivamente essa "unificação" dos três tipos de desenvolvimento, tal como no passado recente. Cidadãos de um país rico e economicamente vitorioso, eles se perguntam o que fazer com suas vidas após conquistar e desfrutar dos benefícios e vantagens profissionais.

O que deve então fazer o nosso "Mentor"? Trata-se de uma missão impossível? Como vimos, ele é meio pai, meio professor e meio supervisor ou chefe. Isso tudo, aliás, soma um e meio e não um - o que dá a dimensão de sua difícil tarefa!

Ora, sabemos bem que a relação pai-filho é fonte de muitos problemas; mas não há Freud algum que nos convença de que a infância abandonada seja uma alternativa melhor... Quanto aos professores, as universidades e colégios estão aí, cheios de mazelas e defeitos, mas... fechá-lo é ainda pior! E, finalmente, se suprirmos os superiores das empresas, mesmo ineficientes, poderá ocorrer que o resultado imediato seja o caos da anarquia. Assim, talvez um "Mentor" nota 8,0 ou mesmo 7,5 seja até melhor que "Mentor" nenhum...

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Ações de Retenção de Talento: Pesquisa de Clima

Conforme anunciamos, teremos um especial sobre ferramentas úteis para ajudar na retenção de talentos em sua empresa. 

A primeira ferramenta que irei abordar é a pesquisa de clima. Você sabe o que é isso? Não?! Então, vamos lá.

A Pesquisa de Clima é uma das ferramentas consideradas mais importantes na Gestão de Pessoas.Trata-se de um instrumento de avaliação do nível de satisfação das pessoas no ambiente interno da empresa. Para tanto, será aplicado em todos os funcionários um questionário, com garantia de anonimato, a fim de identificar e analisar as opiniões, as atitudes e os comportamentos dos colaboradores de uma determinada organização em relação aos diversos itens abordados na pesquisa.

A Pesquisa de Clima é uma poderosa ferramenta de obtenção de informações que podem (e devem) nortear o Planejamento Estratégico da área de Recursos Humanos. Dentre todos os benefícios que ela oferece, destaco:

  • Redução da rotatividade dos colaboradores
  • Redução de conflitos internos
  • Alinhamento da cultura com as ações efetivas da empresa
  • Otimização da comunicação
  • Otimização de investimentos de Treinamento e Desenvolvimento
  • Integração de diversos processos e áreas organizacionais
Um projeto completo de Pesquisa de Clima desenvolve-se em quatro etapas:
  1. Estruturação da Pesquisa
  2. Implementação da Pesquisa
  3. Análise dos Resultados
  4. Divulgação dos Resultados e Desenvolvimento do Plano de Ação
A aplicação da Pesquisa de Clima deve ficar sempre sob a responsabilidade da área de RH, e não é uma má idéia contratar uma consultoria para auxiliá-los no desenvolvimento, aplicação e apresentação dos dados. Optar por utilizar os serviços de uma equipe externa pode garantir aos colaboradores o anonimato, a isenção e a respeitabilidade do processo.

É interessante manter os pontos a serem trabalhados no plano de ação  dentro dos indicadores de resultado da área de RH, fazendo com que o plano de ação seja cumprido e as metas delineadas, alcançadas.

Caso você não saiba desenvolver uma planilha de indicadores de RH, leia aqui.

Espero que esse post tenha ajudado um pouco a esclarecer o que é a pesquisa de clima e a importância de desenvolvê-la na sua organização. 

Fique à vontade de enviar seus comentários, dúvidas ou mesmo sugestões!

Amanhã, falaremos um pouco sobre Mentoring, ou programas de tutoria organizacional.  Até lá!

* Foto do plano de comunicação da Pesquisa de Clima da empresa Datasul

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Sua alteza - o talento!




Hoje, vamos falar um pouco sobre retenção de talentos. 

As empresas estão sempre preocupadas com as ações que podem desenvolver para reter seus talentos. Afinal, o custo de desenvolvimento desses profissionais é alto, e elas não querem vê-los no concorrente após todo o tempo dispendido para identificá-los no mercado, treiná-los e deixá-los com o nível de conhecimento e maturidade ideais para o desenvolvimento de ações estratégicas.

Para isso, muitas ferramentas são utilizadas, tais como:

  • Pesquisa de Clima:  para entender o que os colaboradores pensam da empresa e o que eles buscam;
  • Mentoring:  para certificar-se de que as melhores práticas desta empresa estão sendo passadas para as novas gerações;
  • Coaching: para entender as dificuldades e ajudá-los a superá-las;
  • Programas de Desenvolvimento de Liderança: porque não adianta dar-lhes ferramentas técnicas apenas, estes talentos tem que ter ser bons líderes, e dominar as competências comportamentais de um bom líder;
  • Programa de Carreira: para que esses talentos possam ter opções de caminho a percorrer, e tenham ciência de quais são esses caminhos;
  • Recrutamento Interno: para fortalecer os vínculos e oferecer aos colaboradores a possibilidade de tomarem para si a responsabilidade de construir a trajetória de suas carreiras na organização;
  • Programa Melhores Empresas para Se Trabalhar:  além de ser um forte aliado na atração dos profissionais, estimular o sentimento de orgulho nos seus talentos é uma poderosa forma de retenção.
Na semana que vem, lançaremos um especial sobre retenção de talentos, no qual iremos dividir com nossos leitores informações sobre cada um desses programas. 


Mantenham-se ligados!