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segunda-feira, 28 de março de 2011

Comunicação interna e o sucesso das empresas

Vias internas

Qual o valor da comunicação dentro das empresas? Ela envolve um comportamento além de um conteúdo? Quanto influencia o aspecto relacional no sucesso da comunicação?

Por Eduardo Shinyashiki




A palavra é um poderoso soberano, que, com um pequeníssimo e muito invisível corpo, realiza empreendimentos absolutamente divinos. Com efeito, pode eliminar o temor, suprimir a tristeza, infundir alegria, aumentar a compaixão.

... Esta (a palavra) infunde nos ouvintes um estremecimento repleto de temor, uma compaixão repleta de lágrimas e uma saudade próxima da dor, de forma que a alma experimenta, mediante a palavra, uma paixão própria, motivada pela felicidade e a adversidade de assuntos e de pessoas estranhas.

... As sugestões inspiradas mediante a palavra produzem prazer e afastam a dor. A força da sugestão, apropriando-se da opinião da alma, domina-a, convence-a e transforma-a como que por uma fascinação.”... Elogio a Helena
 
(Górgias – Retórico e orador 485-375 a.C.)

Este belíssimo texto foi a base de uma reunião com um grupo de líderes de uma empresa com quem estava desenvolvendo um programa para melhorar a comunicação interna. Tanto se fala sobre a importância de tal comunicação para a melhoria do ambiente de trabalho e da produtividade, mas, afinal, qual a razão disso? Qual a real influência de uma boa comunicação interna de uma empresa em seus resultados e relacionamentos?

A comunicação é o elemento catalisador da criação dos contextos necessários para atingir os resultados estabelecidos. Muitas vezes na dinâmica da comunicação não entendemos plenamente as motivações do destinatário e não conhecemos a sua capacidade de elaborar a informação recebida.

Acontece que a comunicação interpessoal não é uma simples passagem de dados, fenômeno mecânico entre estímulo e resposta. É uma troca de conhecimentos, informações, emoções entre as pessoas envolvidas. Necessita da possibilidade de quem transmite a mensagem também a receba, e vice-versa, criando uma troca comunicativa que envolve elementos não mensuráveis como a emoção, a empatia, a experiência pessoal, evidenciando a complexidade dos elementos envolvidos na relação entre comunicador, mensagem e destinatário.

Existem algumas “patologias da comunicação” que produzem “interações patológicas” entre as pessoas. As mais presentes no contexto empresarial são ligadas às diferenças pessoais e culturais dos indivíduos, às crenças, hábitos, graus de autoconhecimento, falta de tempo, omissão de informações e à dificuldade dos colaboradores em se comunicar abertamente com os líderes e vice-versa.

A COMUNICAÇÃO INTERPESSOAL NÃO É UMA SIMPLES PASSAGEM DE DADOS, FENÔMENO MECÂNICO ENTRE ESTÍMULO E RESPOSTA. É UMA TROCA DE CONHECIMENTOS

O problema consiste em, por exemplo, comunicar o que está acontecendo na equipe ou na empresa, na transmissão de informações distorcidas, e até mesmo na dificuldade dos líderes em criar um espaço de confiança que permita dispor de informações importantes e verídicas para o bom andamento da empresa.

Nos últimos 20 anos, uma nova sensibilidade vem crescendo no contexto empresarial, correspondente aos novos cenários, às novas realidades e exigências dentro das organizações. Esta tem ligação com o fator humano, a valorização do potencial, dos valores, dos relacionamentos interpessoais, interpessoais, do trabalho em equipe, do indivíduo como um todo, com as suas diversidades e semelhanças. A consequência disso é que a comunicação interpessoal vem ganhando maior atenção de empresários, gestores e até mesmo colaboradores.

O significado da comunicação pode ser diferente para cada pessoa. Uma palavra pode ter conotações diferentes para cada um. Isso cria os milagres e os traumas da comunicação, o prazer e a dificuldade de comunicar, cria distância ou aproximação, pois os seres humanos têm elementos em comum, mas também uma profunda diversidade e autonomia.

A nossa reflexão se concentra na importância de desenvolver plena consciência que o destinatário da nossa comunicação é um protagonista ativo, que verifica e interpreta os conteúdos da mensagem, que pode aceitá-la ou rejeitá- la, e que somos diferentes mesmo na comunhão de objetivos.

Sei que é fácil dizer que a comunicação nas empresas é uma das ferramentas importantes para o sucesso, e que há uma grande dificuldade em colocá-la em prática. Porém, a atenção e a reflexão sobre este aspecto é fundamental para a solução de situações aparentemente insuperáveis. Por meio da comunicação, e não somente no meio empresarial, podemos influenciar os cenários e a realidade, criando, assim, o futuro que escolhemos.

Eduardo Shinyashiki – Consultor organizacional, escritor e especialista em desenvolvimento das Competências de Liderança e Preparação de Equipes. Especializado em Preparação Psicológica de Equipes de Alto Rendimento com o dr. Octavio Rivas Solis. Leitura Corporal com o dr. José Ângelo Gaiarsa.
www.edushin.com.br

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Comunicação eficaz: ferramenta da liderança

Não existe segredo para uma boa comunicação. Sem dúvida, hoje, este tema tem sido cada vez mais discutido dentro das empresas por ser algo ainda considerado um dos seus maiores problemas. Evidente que onde existem pessoas, existe comunicação ineficaz.

Vejamos, por exemplo, dentro de nossa própria casa, quantos recados deixamos de anotar ou mesmo repassar por confiar apenas na memória? Quantas vezes dizemos algo e os nossos filhos entendem exatamente o contrário? Imagine dentro de uma organização, onde temos várias pessoas e ruídos diversos?

Sem sair dos conceitos básicos sobre comunicação, precisamos entender que:
- a responsabilidade de transmitir e se fazer entender é sempre do emissor;
- só há comunicação se a mensagem for captada pelo receptor;
- antes de terminar a comunicação, devemos verificar se tudo foi entendido corretamente;
- não se usa termos ou linguagens desconhecidos pelo receptor;
- a forma como nos comunicamos torna-se nosso ”outdoor” dentro de uma organização.

Imaginamos que sempre damos o nosso recado da melhor forma, porém, ainda precisamos rever alguns de nossos vícios de linguagem, pois, somos exatamente aquilo que transmitimos através de nossa comunicação no meio em que atuamos. A arte do diálogo vai além do estabelecimento de um contato gramatical correto. Há a necessidade de exercitar nossos recursos internos e externos para entender que não é um simples despejar de palavras.

Comunicar-se é ir ao encontro, é desprezar os julgamentos precipitados, dando chances para a troca de forma bilateral, propiciar um clima de confiança e bem-estar, utilizando a empatia na busca do processo de sinergia tão importante na organização e na condução de pessoas. Perceber o momento certo, estabelecer a melhor maneira de dar e receber “feedback” tem sido uma competência cada vez mais requisitada para todos os líderes em todos os segmentos e tamanhos de empresas.

Precisamos ainda entender que a comunicação propicia uma construção verdadeira, a partir do momento em que enxergamos com maior propriedade quem somos e qual o impacto que causamos nos nossos colaboradores. Ter consciência dessa imagem, como líder, faz parte de nossa missão, e melhorá-la, é uma tarefa diária. Uma forma eficaz de comunicar-se é não abandonar os três princípios básicos:

1- pensar: através deste simples ato, não passamos pela falsa ideia de sermos os “donos da verdade” por possuímos algum conhecimento a mais que nossos colaboradores;
2- planejar: vem exatamente confirmar que para tudo que vai ser dito é importante verificar: o quê, porque, a quem, como, quanto, quando e onde podemos falar;
3- transmitir: capacidade de ser compreendido na íntegra, gerando reflexão e aprendizado através do que foi dito.

Lembre-se de que a comunicação é ferramenta essencial do líder. Os excessos de intermediários, a escolha inadequada do local, preconceitos ou mesmo o uso do status como forma inibidora, tornam ineficaz qualquer método ou tentativa de estabelecer a tão falada e pouco praticada política de “portas abertas” entre você – líder – e seus colaboradores.

A cada momento buscamos ser entendidos, porém, não sabemos exatamente como coisas aparentemente claras podem tornar-se complexas, apenas por usarmos uma linguagem pouco conhecida pelo receptor, ou mesmo, as excessivas conclusões do que fica subentendido em nosso discurso, e-mail ou procedimentos operacionais.

Examinar cada vez mais a forma como mascaramos e expressamos os nossos pensamentos, possibilita a análise das várias faces de nosso comportamento como líder, e nos mostra como atuamos em vários momentos diferentes. Considero isto um “mapeamento” necessário para nos tornarmos melhores como pessoas e, consequentemente, melhores líderes.

Comunicar-se bem é um exercício diário. Praticando-o, os resultados serão imediatos. Todos nós, líderes, devemos ter em mente que o sucesso de uma empresa – seja ela grande, média ou pequena – está na motivação gerada pela boa comunicação, na utilização de feedbacks e na busca do auto-desenvolvimento. Ter esta consciência é, sem dúvida, o diferencial do bom líder, daquele que faz o resultado acontecer de forma construtiva, transmitindo segurança e permitindo através de seus atos e palavras, reflexões para um esforço inteligente de todos.

Por Ana Lúcia de Mattos Santa Isabel

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Já vivenciou uma situação de Platitude?

Há dias, eu conheci uma nova palavra. Platitude. Talvez você ainda não a conheça, mas está exposto a ela tanto quanto ao ar que circunda tudo e todos. Eu poderia recorrer a um dicionário qualquer e esta crônica estaria terminada. Darei alguns exemplos. Assim fica mais claro.

Um caso campeão de platitude é um periódico de uma empresa de planos de saúde que recebo gratuitamente em casa. É bem diagramado e custa caro para imprimir. Lê-lo, no entanto, é só para quem tem boa digestão. São todos iguais. Já pensei em pedir cancelamento. Mas estou esperando a demissão dos imbecis atuais que o produzem. O que eles tentam fazer é o famoso “marketing de prestígio” a este ou àquele executivo de empresas recém chegadas ao quadro de clientes. E, convenhamos, não há como puxar
saco sem platitude.

Situações emblemáticas de platitude não faltam. Já esteve numa palestra de motivação? Platitude! Discursos políticos? Análise de tendências econômicas? “Missão, visão e valores” de quase todas as empresas? Planejamento estratégico? Revistas de vendas? Discurso do RH a funcionários demitidos? Reuniões em geral? Pregações religiosas? Platitudes puras!

Quem jamais ouviu em seu trabalho: “Nossos funcionários não fazem tudo o que se espera deles”; “Precisamos fazer uma pesquisa de clima organizacional”; “Não é o salário que irá motivar nosso pessoal, mas o ambiente mais amistoso”; “Elimine os custos financeiros e faça caixa”; “Renove a equipe de vendas”; “Corte os gastos”; “Vamos ganhar maior
penetração de mercado”; “Nossa empresa preocupa-se com a satisfação do cliente”. Platitudes.

Vejamos de perto. Treinar, padronizar, controlar, maximizar, minimizar, nada disso é decisão. São atribuições básicas. São “metas em aberto”. Assim como todo mundo precisa de alimento, custos precisam ser revistos, carteira de clientes e políticas comerciais discutidas e melhoradas, etc. Meta em aberto ou atribuições básicas não são planos de
ação que se discutam em reuniões, não são iniciativas inovadoras. Devem estar agregados à descrição de cargos. Quem não as cumpre é um inepto e tem que ir para a rua o quanto antes. No entanto, platitudes dão “agito” às tradicionais reuniões de revisão estratégica. Em quase todas organizações é assim.

Cuidado com a platitude disfarçada em apresentação de PowerPoint. No primeiro slide, um gráfico mostra que há espaço para melhorar o desempenho médio. No segundo, uma pilha de frases: “Aumentar volume de venda”, “Aumentar o preço médio” e “Diminuir custos”. No terceiro slide, números demonstrando que se as filiais abaixo da média forem para a
média a empresa irá faturar tantos milhões a mais no período. Todos se encantam. De repente, um tonto qualquer, de escalão mais baixo, levanta um dedo e pergunta: “Como vamos fazer isso?” Um dos “sábios estrategistas” da cúpula magistral responde com o queixo empinado: “Este é um simples problema de implementação”. A reunião está concluída, e nada, em absoluto, acontecerá depois disso. Fica apenas a
platitude perpetuada como ritualística também nesta empresa.

Entendeu o que platitude? Vejamos agora o dicionário. Platitude: substantivo feminino; qualidade do que é banal, monótono, trivial; caráter do que possui qualidade medíocre, sem expressão.

Se depois de tudo isso eu prosseguir escrevendo, já sabe, não é?


Abraham Shapiro (Consultor e coach de líderes - shapiro@shapiro.com.br)

sexta-feira, 28 de maio de 2010

A importância de falar melhor o português

Fala-se muito da importância da comunicação. Porém, fala-se pouco sobre a importância de se falar corretamente. Não estou falando apenas do fluxo de comunicação e de entender e fazer-se entender pelas pessoas com as quais você se comunica.

Me refiro ao uso correto do nosso idioma. Muita gente sai correndo atrás de cursos de idiomas estrangeiros, querendo se comunicar perfeitamente em inglês, espanhol, francês ou qualquer  outro idioma. Mas matam o português cada vez que abrem a boca ou escrevem um texto.

Um dos piores vícios, em minha opinião, é a questão do gerundismo. Começou com os atendentes de telemarketing e seus scripts mal feitos, e virou uma praga que se alastrou para outras áreas. 


Então, por conta da deficiência dos brasileiros de falar corretamente seu próprio idioma, muitas escolas estão montando cursos de português para brasileiros. E possuem turmas lotadas!


Se algum leitor tiver interesse em saber mais sobre esses cursos, mande mensagem para nós, e teremos o maior prazer de passar mais informações sobre esse tema!



quarta-feira, 26 de maio de 2010

Tornando-se um profissional crível


Muitas vezes, já tive a oportunidade de falar com clientes e colegas de trabalho a respeito da comunicação. Eu acredito que a comunicação é um dos fatores mais importantes dentro das organizações hoje em dia, independente do porte destas organizações.

Porém, saber se comunicar não é o suficiente para a obtenção de sucesso profissional. Um colaborador ou um consultor precisa de algo além da comunicação efetiva, que é a credibilidade.



Ontem, li um artigo muito bom sobre o assunto, escrito pelo Reinaldo Polito. Nesse texto, ele fala uma coisa muito importante;

" Para que você conquiste bons resultados com a comunicação, é preciso que tenha credibilidade. Não há outro caminho. As pessoas só aceitarão as ideias que você propuser se confiarem em suas palavras. E confiança não é um atributo que se adquire de uma hora para outra. É uma qualidade que precisa ser conquistada a cada instante com seu comportamento e sua postura."

Da mesma forma, não adianta tentar enganar as pessoas, com discursos prontos sobre seu pretenso conhecimento dessa ou daquela atividade. Os ouvidos bem ensinados perceberão as falhas em sua voz, a reticência em suas respostas, e a fraqueza em sua apresentação.
Na vida pessoal e profissional, credibilidade é tudo. Assim, é importante construir essa credibilidade desde o primeiro dia de sua trajetória profissional, e fazer juz à ela nas grandes ações e, principalmente, nas pequenas.