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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Vaga para presidente do Brasil: a importância do QI

Dentro da série sobre o processo de seleção para o cargo público de presidente do Brasil (tratamos vários aspectos desta situação em textos anteriores), vamos nos colocar no papel do selecionador.
A responsabilidade que recai sobre esta personagem é tamanha, porque dessa escolha depende o futuro do desenvolvimento de determinado trabalho. Acertar para a empresa e não ser injusto com o candidato é um exercício que desafia e atormenta profissionais de RH.

De forma pejorativa, muitas vezes as pessoas justificam a escolha de um determinado profissional pelo QI. Não se trata do Quociente de Inteligência, uma medida obtida por meio de testes desenvolvidos para avaliar as capacidades cognitivas (inteligência) de um sujeito.

Falamos do “Quem Indica”.

Muitos aliviam as frustações justificando a perda de um processo de seleção porque os concorrentes estavam armados com esse importante diferencial.

Na maioria das vezes, a leitura que se faz é de que aquele que é beneficiado pelo QI não teria as condições suficientes para ser escolhido se não fosse indicado por alguém importante na estrutura da organização. As empresas investem muito, e cada vez mais, em processos que permitam garantir a escolha de funcionários adequados as exigências de cada cargo.

Não é fácil, posso assegurar, acertar quando falamos desse tipo de escolha.

A indicação de um candidato aparece, muitas vezes, como um alívio para quem cuida do processo de seleção. Primeiro porque o profissional vem com a chancela de alguém de alto escalão. Depois, porque selecionador transfere parte da responsabilidade por eventuais erros na escolha para o ombro de quem o indicou.

Empresas sérias incluem os indicados em processos seletivos como qualquer outro pretendente ao cargo, não há crime nisso. Indicação não deve ser apadrinhamento. Os pontos fortes e fracos devem ser evidenciados e comparados com todos os participantes.
Mas esta é uma vantagem, sem dúvida, que pode fazer a diferença na hora do desempate. 
Conhecer um profissional no dia a dia é diferente do que conhecê-lo durante o curto espaço de tempo do processo de seleção. O requisitante da vaga, muitas vezes, tem a imagem clara do perfil que deseja para a vaga e teima em associá-lo à determinada pessoa.
Indicação também tem relação com manutenção. Pessoas indicadas podem representar uma proposta de continuismo ao modelo do ocupante anterior. Cabe à empresa decidir se esse é o perfil desejado não para o requisitante da vaga, mas para os desafios futuros da empresa.

Por fim, vale pensar na questão do QI como uma estratégia de relacionamento. Esse, sim, é um patrimônio importante. Sermos conhecidos é muito importante dentro de círculos de decisão da empresa. O chefe do seu chefe te conhece? Tem uma opinião formada sobre você. E o chefe do chefe do chefe? Pense nisso.

Aproveite também os contatos nas faculdades e entre amigos (e familiares de amigos). Participe de associações e grupos de trabalho. Mostre quem você é, porque esse conhecimento pode fazer a diferença num processo de seleção. Mas esteja certo, isso não é tudo.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Orientações para contratar gente boa e competente

A equipe também é responsável pelo sucesso ou fracasso do negócio

A contratação de funcionários merece atenção especial. Afinal, sua equipe também é responsável pelo sucesso ou fracasso de seu negócio. Por isso, antes de abrir as portas para um novo profissional, siga as orientações da professora de pós-graduação e gestão de pessoas da ESPM e diretora da F&M Consultores, Fátima Motta.

Defina o perfil — Para encontrar a pessoa certa, é preciso definir o perfil profissional desejado, com base nos valores, missão e visão da empresa. Além disso, o empreendedor deve traçar as competências para cada cargo, de acordo com as funções desempenhadas (precisa ser bom nos cálculos? No atendimento ao público?).

Recrutamento — Perfil e competências definidos, chegou a hora de recrutar. Uma boa estratégia é colocar anúncios em grupos da internet, jornais e universidades, com os pré-requisitos para a vaga.

Entrevista — Entre os currículos enviados, escolha os melhores candidatos (aqueles que preenchem os critérios definidos para o cargo). Se eles têm fotos, é bom tampá-las e decidir em função do conteúdo escrito para só então dar uma olhada no rosto da pessoa. Não se deixe levar pelas aparências, pois elas enganam. Faça uma rápida entrevista de triagem por telefone, cheque as informações dos currículos e agende a entrevista de seleção, a ser feita pessoalmente, com os candidatos que passarem por essa peneira.

Prepare-se para fazer a melhor escolha:
- Tenha um roteiro de perguntas que cubram as competências necessárias para a vaga.
- Para quebrar o gelo, fale primeiro e ofereça água ou café. Mas não fale muito sobre o cargo ou a empresa, para não dar todas as respostas à pessoa.
- Siga o roteiro, perguntando sobre a experiência passada do candidato, resultados alcançados e a relação deles com a situação do mercado na época.
- Tome notas durante a conversa, para decidir com base nas competências e não na simpatia.
- Ouça com atenção o que a pessoa fala, para evitar preconceitos e paradigmas.
- Mantenha contato visual e observe a linguagem corporal do entrevistado.
- Se for preciso, marque outra entrevista ou até um almoço, para os casos de vagas de gerência. Num almoço, mais informal, é possível avaliar melhor a postura do candidato e a forma como se dirige a terceiros, como um garçom.
- Para os cargos operacionais, é possível revelar o valor de salário e benefícios no final da entrevista. Para cargos mais altos, a negociação geralmente é feita em um próximo encontro.
- Se perceber que a pessoa não serve, termine a entrevista rapidamente, de maneira gentil. Se tiver interesse, diga que gostou e que tem mais algumas entrevistas agendadas, mas entrará em contato em breve.
- No final do processo, agradeça a todos os participantes pelo interesse, por e-mail ou telefone.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Como o mercado enxerga os profissionais mais maduros?

Aos 50: como o mercado enxerga os profissionais mais maduros?

 
SÃO PAULO – Amauri Mendes Pegoraro está nas estatísticas. Ele é um dos trabalhadores que têm 11 anos ou mais de estudo, mas pertence aos 57,4% que, mesmo nessa condição, estão desocupados, segundo o IBGE. Ele também está entre os 10,2% que estão procurando emprego há mais de um ano. E é parte dos números que mostram que, em junho, 7,9% dos brasileiros considerados ativos com 50 anos de idade ou mais estavam fora do mercado de trabalho.

Pegoraro é engenheiro químico, especializado em gestão empresarial, com 15 anos de experiência na área de suprimentos. Chegou a alcançar o nível de gerência. Mas a falta de recursos da última empresa onde trabalhou fez ele e cerca de 40% do quadro de funcionários serem cortados. Hoje, com 51 anos, Pegoraro acredita que o mercado não o quer mais devido à idade. “Antes, eu não acreditava nisso, mas eu fui eliminando vários fatores e só esse sobrou”, conta.

À primeira vista, o engenheiro contraria muitas estatísticas. Segundo o último balanço da Rais (Relação Anual de Informações Sociais), do Ministério do Trabalho e Emprego, a população com mais de 50 anos de idade está encontrando mais espaço no mercado de trabalho. Os dados mostram que o número de trabalhadores dessa faixa etária contratados no ano passado foi 7,49% maior que em 2008. Mais de 372 mil trabalhadores entraram no mercado formal em 2009, considerando a faixa que vai dos 50 aos 64 anos. Acima dessa idade, a expansão, diz o MTE, foi de 7,62%.

Embora pareça voz única, a realidade de muitos brasileiros com mais de 50 anos é semelhante à de Pegoraro. Para o presidente da Lens & Minarelli, consultoria de outplacement, José Augusto Minarelli, a dificuldade ou facilidade de manutenção ou recolocação no mercado dos profissionais mais experientes depende de muitos fatores. “Considerando executivos de alto nível, a idade é apenas um atributo do profissional. Não é um defeito nem mérito”, afirma. “Mas, em alguns lugares, a idade ajuda ou atrapalha”.

Contudo, Minarelli não acredita que profissionais qualificados fiquem de fora do mercado. “Os brilhantes, o mercado absorve. Mas não adianta você ser um ilustre desconhecido”, ressalta. Para ele, muitos, ao longo da carreira, esquecem de cultivar relacionamentos e mostrar-se ao mercado. Esse detalhe pode fazer diferença na hora de tentar uma recolocação.

Na avaliação do presidente da Curriculum, Marcelo Abrileri, estar dentro ou fora do mercado é uma questão de perfil e postura, independentemente da idade. “Existem muitos profissionais com mais de 50 anos que ainda têm disposição e conseguem unir a experiência com o vigor”, diz. “Mas nem todos têm esse perfil”. O especialista não descarta o fato de ainda existirem empresas que levam a idade em conta para preencher o quadro.

O sistema e discriminação
Pegoraro está desempregado há 13 meses. Durante esse período, encaminhou cerca de 200 currículos a empresas da sua área e tem cadastro em dez sites de empregos e de consultorias de Recursos Humanos. Foram apenas 15 retornos. “Eles olham o meu currículo, acham bom, mas fica nisso”, desabafa. Motivos para as negativas vão desde a extinção repentina da vaga ao rápido preenchimento da mesma. O engenheiro aceita propostas para ocupar níveis menores, ainda assim, não consegue prosseguir nos processos. “Acredito que é por causa da minha idade mesmo”.

O professor da Unicamp especializado em mercado de trabalho, Anselmo Santos, lembra que a discriminação dos profissionais com mais idade no mercado era bastante comum nas décadas de 1970 e 1980. “A resistência era maior porque o cenário do mercado brasileiro não estava bom, o desemprego estava em alta”, explica. “Hoje, com o crescimento da economia, o desemprego está bem menor e as pessoas estão vivendo mais e melhor. A situação está mais favorável”. O cenário, na sua avaliação, vai contra discriminação por idade.

Em tempos de crise, como a que ocorreu no ano passado, esse tipo de avaliação também é irrelevante. Ao menos é o que acredita o gerente de Atendimento da Catho Online, Lucio Tezotto. “No auge da crise, as empresas preferiram contratar profissionais mais maduros e com salários superiores”, afirma. “Houve demissão de funcionários jovens, que foram substituídos por profissionais mais experientes, ou seja, que já passaram por outras crises econômicas, com expertise em crises”. Para o especialista, as crises fazem as empresas despertarem. “Atualmente, é possível notar uma mudança no mercado, pois as empresas já estão enxergando a importância de ter profissionais mais experientes no seu quadro de funcionários”, acredita.

Ainda assim, Tezotto lembra que a realidade, em algumas empresas, ainda é de restrição. E a diferença salarial é um dos motivos. “O salário pago aos profissionais geralmente está vinculado ao seu tempo de experiência e, com isso, os profissionais mais maduros recebem mais em relação aos mais jovens”. E por que não pagar mais por alguém mais qualificado? Porque as empresas trabalham cada vez mais no sistema do melhores resultados, em pouco tempo, com menos recursos. “Essa é a lógica do mercado”, lembra Minarelli. “E quem não segui-la e não cumprir bem sua função vai para a segunda divisão”.

O especialista ainda explica que a contratação de profissionais experientes para níveis elevados também quebra outro braço desse complexo sistema. “É preciso lembrar que há uma necessidade de dar espaço para aqueles que entram na base da empresa”, diz. Abrileri lembra de outro fator: a capacidade de mudança. “A recolocação desses profissionais também é difícil porque, com essa idade, muitos estão menos dispostos a mudanças”, afirma.

E se mesmo com tudo certinho, ainda assim, o profissional não for contratado, é possível que ele esteja sendo discriminado devido à idade? Difícil responder. A advogada especialista em Direito Trabalhista do escritório Leite, Tosto e Barros Advogados, Luciana Arduin Fonseca, afirma que casos como esses são difíceis de se provar, mas tramitam aos montes na Justiça. Ela explica que a legislação não prevê qualquer tipo de punição para empresas que, supostamente, tenham discriminado um profissional por ter mais idade.

Contudo, as convenções coletivas de cada categoria preveem estabilidade para os que estão no mercado a cerca de 18 meses da aposentaria. “É uma forma de preservar o direito do trabalhador de se aposentar. Mas sanções não há”, afirma a advogada. Para os que conseguirem provar o preconceito, cabe indenização por danos morais. “Para ele ter o direito à indenização, é preciso uma prova cabal”, ressalta Luciana.

Hora de se recolocar
“A recolocação no mercado formal no mesmo nível que o profissional alcançou em determinada fase da sua carreira é muito difícil”, afirma Minarelli, da Lens & Minarelli. Contudo, isso não significa que seja impossível. Manter os currículos em sites especializados, procurar vagas que se encaixam com o seu perfil e manter o círculo de contatos em dia são fundamentais para quem quer se recolocar. “Além disso, é essencial que se mantenham atualizados, por meio de cursos, palestras e até mesmo participação em eventos e fóruns de discussão sobre a área em que atua”, reforça Tezotto, da Catho Online.

Para os que cansaram da pirâmide das organizações também não faltam opções. Para esses, os especialistas aconselham a enxergar as oportunidades que só os mais maduros conseguem vislumbrar. “Trabalhar de forma independente é uma delas”, diz o especialista. “Abra um negócio próprio”, completa Abrileri, da Curriculum
Trabalhar como prestador de serviços, por contrato ou projeto, é uma das alternativas mais viáveis que os profissionais mais experientes podem encontrar. “O que mais cresce hoje é esse mercado de prestação de serviços, mas para trabalhar de forma independente é preciso trocar o software mental e a forma de se trabalhar”, ressalta Minarelli. Para ele, aqueles que conseguem enxergar oportunidades se dão muito bem nesse segmento. “O mundo está cheio de oportunidades, mas para quem tem preparo. Há muita vida fora das organizações”, finaliza.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Saiba o que pesa na contratação nas empresas

Entusiasmo do candidato é o terceiro item de maior peso para contratação


SÃO PAULO – O entusiasmo para a vaga de emprego é o terceiro item de maior peso na avaliação de um candidato durante um processo de contratação.
De acordo com pesquisa realizada pela Catho Online, em uma escala de um a 17, onde um é mais importante e 17, menos importante, o item recebeu nota média de 6,2, ficando atrás apenas da experiência técnica anterior relacionada ao cargo (5,2) e da formação acadêmica (5,5), conforme é possível observar na tabela a seguir:
Importância dos fatores nos processos seletivos
Itens Média
Experiência técnica anterior relacionada ao cargo 5,2
Formação acadêmica 5,5
Entusiasmo do candidato 6,2
Relacionar-se bem com os outros 6,5
Resultados alcançados anteriormente 6,9
Reputação das empresas em que trabalhou 7,5
Estabilidade empregatícia 8,3
Experiência anterior em supervisão de pessoas 8,4
Aparência pessoal 8,5
Resultados de testes de inteligência, competência, etc. 9,3
Nível salarial 9,3
Idade 9,8
Estabilidade familiar 10
Capacidade de usar a internet 10,3
Fluência em outro idioma 10,4
Experiência em empresas multinacionais 10,6
Número de promoções anteriores 10,9
Fonte: Catho Online


Avaliação

Segundo a consultora de RH (Recursos Humanos) da Catho Online, Daniella Correa, a avaliação do entusiasmo do candidato em relação à vaga oferecida geralmente é feita durante a etapa presencial do processo seletivo, por meio de dinâmicas e das atitudes do profissional, como o horário de chegada, postura em sala, desenvolvimento da entrevista, entre outros.
Além disso, explica ela, é possível identificar o entusiasmo do candidato antes mesmo do primeiro contato. “Seja pela elaboração do currículo cadastrado, pela maneira que atende o selecionador ao receber o contato e pelas perguntas que realiza sobre a oportunidade, até o tempo que leva para retornar alguma solicitação (teste online, por exemplo), é possível identificar o grau de interesse pela vaga”, diz Daniella.

Prepare-se

Diante disso, orienta a consultora, antes de ir à entrevista de emprego, o candidato deve se preparar, tomando as seguintes atitudes:
  • Estude sobre a empresa e seus serviços e mostre que está bem informado sobre assuntos relacionados à empresa na qual quer trabalhar;
  • Saiba como as pessoas da empresa se vestem e tente se vestir de acordo;
  • No dia da entrevista, chegue no horário marcado ou um pouco antes, sabendo com quem vai falar;
  • Durante a entrevista, desligue o celular e cuide da postura, evitando deitar ou ficar debruçado;
  • Participe das atividades/dinâmicas em grupo e ouça o selecionador com atenção.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

A primeira impressão não é a que fica

O valor das atitudes na busca por um espaço no mercado de trabalho

Por Simão Mairins, www.administradores.com.br
 
Desde a faculdade, uma das grandes preocupações de quem luta por um espaço no mercado de trabalho é construir um currículo atraente, que reúna atributos e experiências que sejam diferenciais na hora da disputa por uma vaga. No entanto, para as empresas e seus recrutadores, as informações no papel pouco importam, se não forem comprovadas por práticas realmente diferenciadas.

Uma boa lista de estágios no período da faculdade, experiências como trainee em grandes empresas, diversos cursos de aperfeiçoamento, domínio de duas línguas estrangeiras. Com um currículo desses, sem dúvidas, a entrada de qualquer profissional no mercado de trabalho vai, no mínimo, ter garantida uma ótima primeira impressão. Mas, no mundo corporativo, a primeira impressão não é a que fica. "É muito importante estar bem informado, atualizado, mas acima de tudo é importante desempenhar e fazer além do que é esperado do cargo", afirma Marisa da Silva, da Career Center, consultoria especializada em gestão de recursos humanos.

A formação, o aperfeiçoamento e as conquistas do tempo da faculdade são, é claro, importantes, como explica Marisa. "O mercado de trabalho valoriza, para quem está no início da carreira, todas as experiências, pois estas também permitem desenvolver competências, habilidades e maturidade em especial", afirma a consultora. No entanto, ela lembra: "muitas vezes, aspectos ligados a atitude (personalidade) são mais valorizados que os conhecimentos, pois as empresas vivem em transformações e as coisas nem sempre acontecem na velocidade que desejamos".

Marisa destaca que é importante, para o profissional, a formação continuada, para que ele se mantenha atualizado na profissão que exerce. Mas, segundo ela, o aperfeiçoamento não pode prejudicar o trabalho dentro da empresa, e vice-versa. "Existem profissionais que dão mais atenção ao estudo e menos às entregas/realizações na empresa. Ao ser comparado com outros profissionais que estão no mesmo estágio da carreira e com histórico maior de realizações (fazer além do esperado), poderá ser preterido. O contrário também é verdadeiro. Pessoas que só entregam e não se atualizam podem também ser preteridas por outras que têm um curso mais sofisticado. Tudo é questão de equilíbrio", afirma a consultora.

O valor dos pequenos gestos

É provável que, em algum momento, você já tenha se perguntado: "vale mais a pena ter no currículo passagens em várias empresas diferentes ou ter uma experiência mais longa em um único lugar"? A resposta? Depende. "Se a passagem for curta e ele (o profissional) não deixar alguma marca, ou seja, algo diferente (por exemplo, melhoria de um processo, organização de alguma coisa, criação de uma planilha de controle que não existia, melhor atendimento a um cliente importante, etc.), pode não ser tão diferenciado para o mercado", afirma Marisa, que, no entanto, faz questão de ressaltar que pode ser bom para o profissional conhecer a realidade do mercado.

Para quem fica muito tempo em um mesmo emprego, a ausência de iniciativas diferenciadas também pode, igualmente, tornar a experiência pouco relevante para o currículo. Em suma, "é importante na experiência sempre procurar contribuir de forma diferente, respeitando o gestor imediato, entendendo qual é o papel e o que é esperado", afirma Marisa, que deixa a dica: "procure fazer a diferença contribuindo para a melhoria da sua área de atuação. Pequenos gestos podem repercutir de forma muito positiva".

terça-feira, 29 de junho de 2010

Conheça os cursos online do Universo RH


O Universo RH, em parceria com a Orion Comunicação Empresarial, está lançando uma série de cursos online!

Os cursos são de curta ou média duração, com sessões individuais e personalizadas. Desta forma, nossos alunos terão a possibilidade de escolher o dia e o horário mais adequado para assistir às aulas, que são todas ministradas via Skype!
 
Vejam abaixo alguns dos temas que serão oferecidos:


- Seleção por Competências
- Formação de Coaching
- Formação de Multiplicadores de Treinamento
- Oficina de Jogos para RH
- Gerenciamento de Estresse & Qualidade de Vida
- Oficina de Redação
- Gestão Estratégica do Tempo

METODOLOGIA UTILIZADA

Cada um dos programas será realizado usando recursos da moderna pedagogia empresarial, com nítida combinação do enfoque teórico com a prática supervisionada.

O participante dialogará direto com o consultor responsável pelo treinamento, analisando cases e aprendendo na prática a formular perguntas fechadas, com foco em competências. Ao final deste trabalho, ele irá preparar e conduzir uma simulação de entrevista, e seus pontos de desenvolvimento serão identificados e corrigidos.

AMBIENTE DE ESTUDO

Este curso será ministrado através da ferramenta Skype, quando serão utilizados os recursos de Voz e apresentação do conteúdo teórico.

CARGA HORÁRIA

Cada curso terá sua carga horária própria, cuja frequência será negociada com o consultor responsável pelo treinamento.

INVESTIMENTO, INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES

Envie-nos mensagem através de formulário de contato, e um de nossos consultores entrará em contato para atendê-lo. 

Caso prefira, envie mensagem para contato@rhuniverso.com.br, incluindo em seu e-mail sobre quais cursos você deseja mais informações.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Curso Online: Seleção por Competências

O Universo RH, em parceria com a Orion Comunicação Empresarial, convida você para participar do curso:


A ARTE DE ENCONTRAR TALENTOS
Seleção por Competências


NOSSOS OBJETIVOS

- Capacitar os participantes para selecionar profissionais de acordo com a metodologia de Seleção por Competências;
- Fornecer técnicas que eliminam a subjetividade nos processos seletivos;
- Familiarizar os participantes com o uso de jogos e exercícios que enriquecem a prática de Entrevista por Competências
- Refletir sobre a responsabilidade do profissional de seleção e os aspectos éticos na condução da entrevista;

PÚBLICO-ALVO

- Gestores de todas ás áreas, profissionais de RH e todos os interessados pelo assunto.


CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

- O que são competências
- Como classificar as competências: Competências Comportamentais, Técnicas e Diferenciadoras
- Etapas de Entrevista por Competência
- Descrição do Perfil da vaga
- Desenvolvimento da Entrevista
- Perguntas com Foco em Competências



METODOLOGIA

O programa será realizado usando recursos da moderna pedagogia empresarial, com nítida combinação do enfoque teórico com a prática supervisionada.

O participante dialogará direto com o consultor responsável pelo treinamento, analisando cases e aprendendo na prática a formular perguntas fechadas, com foco em competências. Ao final deste trabalho, ele irá preparar e conduzir uma simulação de entrevista, e seus pontos de desenvolvimento serão identificados e corrigidos. 

AMBIENTE DE ESTUDO


Este curso será ministrado através da ferramenta Skype, quando serão utilizados os recursos de Voz e apresentação do conteúdo teórico.
  CARGA HORÁRIA

Este curso terá a duração de 4 sessões de uma hora cada, cuja frequência será negociada com o consultor responsável pelo treinamento.


INVESTIMENTO

R$ 250,00  (duzentos e cinquenta reais)

Incluso neste valor: material de estudo, acompanhamento individual e certificado.

INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES

Envie-nos mensagem através de formulário de contato, e um de nossos consultores entrará em contato para atendê-lo.



sexta-feira, 18 de junho de 2010

Como contratar os profissionais certos

Como os assuntos relacionados a Recrutamento&Seleção sempre estão no ápice das buscas e curiosidades de empresários, consultores, candidatos e patrões, trazemos um vídeo bem interessante sobre contratação.






Fonte: Revista PEGN

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Ganhe um processo de Executive Search ou Assessment

Uma das etapas mais importantes do ciclo de atração e retenção de talentos é o processo seletivo. Isso se dá porque é através do desempenho de seus colaboradores que uma empresa pode atingir seu objetivo máximo: o lucro.

Ciente disso, a consultoria Universo RH desenvolve seus projetos de Executive Search com a máxima atenção, utilizando-se das mais modernas técnicas seletivas para garantir que seus clientes reconheçam nos melhores profissionais no mercado o colaborador ideal para seus programas.

A fim de estreitar seus laços com as empresas que nos acompanham, estamos lançando uma promoção na qual ofereceremos a condução de um processo de Executive Search ou de Assessment! 

Para saber como participar desta campanha e ganhar esse brinde, entre em contato conosco e agende uma visita.

Conheça melhor o trabalho executado pela Universo RH Consultoria em RH e Eventos acessando nosso site.

Permita que o auxiliemos a acertar seu alvo! 


domingo, 16 de maio de 2010

Um papo franco sobre entrevistas de emprego


Um momento extremamente estressante para os profissionais que buscam uma recolocação no mercado é, sem dúvida alguma, a entrevista. Essa é uma etapa que todos têm que passar, cedo ou tarde, e essa consciência é suficiente para deixar muitas pessoas com dores na barriga, boca seca e coração palpitando que nem louco.

Todos os Headhuntes sabem que a pessoa está nervosa, e aqueles que são bons entrevistadores farão de tudo para tentar deixar o candidato mais à vontade. Contudo, nem sempre isso é possível. 

Então, candidatos, ao serem convocados para uma entrevista, preparem-se antes. Tenham uma boa noite de sono, relaxem, tomem um bom café da manhã ou almoço, se a entrevista for após o almoço. Nada pior do que comparecer a uma entrevista cansado e com fome.

Durante o momento da entrevista, seja objetivo e honesto. Não tente enrolar o entrevistador, pois ele irá perceber e sua avaliação será seriamente prejudicada. Pode parecer brincadeira, mas também não tente flertar com o entrevistador. Isso é motivo de exclusão, na certa!

Certa vez, estava conduzindo um processo seletivo para um cliente. O candidato já se apresentou achando-se "o rei da cocada preta". Ou, melhor, a última Coca-Cola Zero do deserto. Mas, o pior de tudo, foi ele ter se portado como se fossemos amigos íntimos. Me chamando por "minha querida" e "lindinha". Dias depois, ao dar o feedback negativo para ele, recebi um convite para um happy hour... Depois alguns profissionais não entendem porque nunca são chamados para outros processos seletivos.

Uma outra informação importante é sempre estar atento aos procedimentos de contato para obtenção de informações sobre a oportunidade para a qual você está concorrendo. Se o processo está sendo conduzido por uma consultoria de RH, é claro que todas as comunicações devem ser feitas através dessa pessoa. Então, não tente pular etapas e ir direto falar com as pessoas da empresa-cliente. Mesmo que tenha recebido cartão com os dados dessa empresa. Isso pode ser visto como uma falta grave e custar sua participação no processo.

No mais, li recentemente um artigo bem interessante, chamado "Oito situações capazes de arruinar uma entrevista de emprego", da revista Computerworld. Veja quais são:



1) O candidato é pego desprevinido por perguntas impróprias ou ilegais;
2) Uma mancha na carreira do profissional entra em discussão;
3) Uma resposta medíocre escapa;
4) Respostas sem objetividade; 
5) O candidato não tem uma habilidade requerida;
6) O candidato se desgasta;
7) Problemas com o vestuário;
8) O celular toca;


Caso você tenha interesse em ler todo o artigo, visite o site da Computerworld!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

O que evitar fazer ao entrevistar um profissional


Na edição 141 da revista Você S/A foi publicada uma lista bastante interessante, sobre os grandes erros dos profissionais que trabalham em Recrutamento & Seleção

Nunca gostei muito da Você S/A, por achar que o conteúdo dela deixou de ser interessante, e passou a ser repetitivo. Mas, essa lista é muito boa, é justa e merece ser publicada.

Então, segue:



AS 13 MAIORES MANCADAS DOS RECRUTADORES, NA OPINIÃO DOS CANDIDATOS

  1. Não dar feedback: se o currículo chegou, se a vaga foi fechada, se o candidato já foi excluído;
  2. Não estudar com antecedência o currículo do candidato e fazer uma leitura dinâmica antes ou mesmo durante a entrevista;
  3. Marcar encontros em lugares inadequados e barulhentos, como shoppings e cafés;
  4. Fazer perguntas que invadem a privacidade do entrevistado, como o desejo de ter filhos ou se é casado de papel passado;
  5. Rotular o profissional tomando por base o perfil de alguma empresa na qual trabalhou;
  6. Confidenciar "estou trabalhando essa vaga por fora da empresa que represento"
  7. Chamar para entrevista usando uma determinada vaga como isca, mas entrevistar para outra, cuja função e salário não são condizentes;
  8. Chamar para a entrevista usando uma oportunidade e, no meio da conversa, revelar: "Queria apenas conhecê-lo";
  9. Entrevistar dois candidatos simultaneamente para "ganhar tempo" ou fazer a entrevista às pressas porque o candidato seguinte já chegou;
  10. Durante a entrevista, permitir ser interrompido por terceiros, atender ao celular, sair da sala, ler e-mails...
  11. Dizer que vai passar o candidato para próxima fase e sumir sem dar nenhuma satisfação;
  12. Medir visualmente o candidato de cima a baixo, antes mesmo da conversa ser iniciada;
  13. Fazer perguntas ou insinuar brincadeiras preconceituosas relacionadas à religião, cor de pele, preferência sexual ou aparência física
Todos os profissionais que conduzem entrevistas, independente de serem da área de RH, devem ter essa listinha decorada e nunca fazerem isso!