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segunda-feira, 26 de julho de 2010

Liderança se aprende vivendo

Chega um momento da vida profissional que nos deparamos com um impasse: como dar um passo adiante e evoluir em nossa carreira, assumindo uma posição de liderança?

Na maioria das organizações – e aparentemente, nos processos seletivos para MBAs também! – há uma crescente busca por profissionais que tenham exercido posições de liderança anteriormente. Esse questionamento surgiu quando, durante um bate papo de sábado a noite, uma das pessoas que compunha o grupo estava comentando a respeito de suas aplicações para cursos de MBA nos EUA, e ela questionava o que falar quando fosse perguntado a respeito de experiência com liderança.

Apesar de uma trajetória acadêmica brilhante, a preocupação dela é que, aos 25 anos, recém saída de dupla formação em Universidades paulistanas de primeira linha e mestrado em Administração, ela não teve oportunidade para ter uma posição efetiva de liderança em uma organização.

Tendo essa conversa em mente, gostaria de pensar um pouco sobre o que é Liderança. Existe uma vasta literatura que nos indica as várias definições para Liderança. Contudo, vamos partir do básico, do significado do próprio termo na língua portuguesa: função, posição, caráter de líder. Ou, melhor dizendo, seria a habilidade que uma pessoa teria para conduzir um grupo de pessoas em direção a um objetivo, de acordo com a Wikipédia.

Se formos pensar nessa simples definição, vemos que a posição de liderança é muito mais uma característica pessoal que pode ser encontrada em diversos momentos da nossa vida do que uma qualificação profissional específica.

Pensemos: uma pessoa que, frente a problemas familiares, assume a condução de seus parentes na direção da resolução efetiva destes problemas não poderia ser considerada um líder? Indo um pouco mais além: uma pessoa que, no meio de um grupo de amigos, é capaz de fazer com que eles cheguem a um denominador comum sobre onde jantar e depois sair para dançar no sábado a noite não poderia ser considerado um líder?

Assim, se pensarmos a respeito unicamente na simples definição de liderança, vemos lideres aptos em várias situações e vários locais. Liderança se mostra no dia a dia, de acordo com as situações apresentadas e das características de personalidade que diferenciam cada uma das pessoas.

Não entrarei aqui no mérito da questão dos conceitos e tipos de liderança. A intenção é discutir o significado puro e simples desta característica tão valorizada hoje em dia. Acredito que liderança é uma competência que pode ser desenvolvida nas pessoas, bastando proporcionar oportunidades que permitam que ela se coloque em situações de comando, assim como um bom coach para orientá-la.

Quando a pessoa é colocada frente à situações onde agir como um líder é importante para o desenvolvimento de suas capacidades e para o bom andamento do grupo, uma outra característica poderá ser também desenvolvida: a auto-estima. Freqüentemente, bons líderes demonstram possuir auto-estima elevada. E, auto-estima elevada provém de confiança em si mesmo e nos seus conhecimentos e suas opiniões. É demonstrar-se seguro frente às situações e saber tomar decisões adequadas ao problema apresentado.

Concluindo, se uma pessoa quer ser um bom líder, ela deve começar a praticar esta liderança com as pessoas que estão perto dela. Deve se expor e mostrar sua competência para tomar a frente das situações, sem medo de errar e de ter que começar de novo.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Coaching: a melhor ferramenta do líder




O Universo RH, em parceria com a Orion Comunicação Empresarial, convida você para participar do curso:


FORMAÇÃO DE LIDER COACH
Dominando a ferramenta de Coaching


NOSSOS OBJETIVOS

- Capacitar os participantes no desenvolvimento de um estilo de liderança baseado em Mentoring e Coaching.

PÚBLICO-ALVO

- Gestores de todas ás áreas, profissionais de RH e todos os interessados pelo assunto.


CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

- Conceito de Coaching
- As ferramentas da Programação Neurolinguística
- Teoria e prática dos jogos empresariais
- Perfil, função e papel do líder-coach
- Desenvolvimento de habilidades e competências dos líderes-coachs
- Essência da liderança
- Liderança e clima organizacional
- Planejamento do PID (Plano Individual de Desenvolvimento)
- Retenção de talentos
- Trabalho sob pressão e negociação
- Vida em equipe
- Convivência com o estresse
- Comunicabilidade
- Virtudes do líder
- Natureza e estrutura do Coaching
- A PNL como ferramenta de coaching
- Unindo Coaching e Filosofia
- A língua como sistema simbólico

METODOLOGIA

O programa será realizado usando recursos da moderna pedagogia empresarial, com nítida combinação do enfoque teórico com a prática supervisionada.

O participante dialogará direto com o consultor responsável pelo treinamento, analisando cases e aprendendo na prática a formular perguntas fechadas, com foco em competências. Ao final deste trabalho, ele irá preparar e conduzir uma simulação de entrevista, e seus pontos de desenvolvimento serão identificados e corrigidos. 

AMBIENTE DE ESTUDO


Este curso será ministrado através da ferramenta Skype, quando serão utilizados os recursos de Voz e apresentação do conteúdo teórico.
CARGA HORÁRIA

Este curso terá a duração de 48 sessões de uma hora cada, com duração prevista de 6 meses, cuja frequência será negociada com o consultor responsável pelo treinamento.

INVESTIMENTO, INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES

Envie-nos mensagem através de formulário de contato, e um de nossos consultores entrará em contato para atendê-lo.


terça-feira, 1 de junho de 2010

Ações de Retenção de Talento: Mentoring ou Tutoria

Na edição de hoje, gostaríamos de dividir algumas informações sobre Mentoring - ou Tutoria. Muitos profissionais tendem a confundir o Mentoring com o Coaching, e trazemos os dois no nosso especial de Retenção de Talentos para que nossos leitores aprendam a distinguir essas duas ações, muito importantes em sua particularidade.

O texto que reproduzimos é de autoria de L.A. Costacurta Junqueira, do Instituto MVC.


MENTORING: VOCÊ SABE O QUE É ISSO?

Torna-se cada vez mais freqüente nas empresas norte-americanas a figura do "Mentor". Ele é geralmente um executivo que "adquiriu senioridade, liderança e reconhecimento profissional e que, espécie de padrinho ou tutor, "adota" um jovem empregado, no qual se detectou algum potencial acima da média, servindo-lhe de orientador na sua carreira, de professor na sua especialidade, de conselheiro e até mesmo de protetor em sua ascensão dentro da empresa.

"Mentor" vem do grego, aliás, e lembra a lendária figura do fiel escravo, de mesmo nome, a quem Ulisses entregou a educação do seu filho Telêmaco, ao partir para a Guerra de Tróia. Já na Idade Média, as corporações parisienses - sociedade de artífices - faziam, do ensino um-a-um e da relação mestre vs. Aprendiz a base de seu funcionamento e continuidade, além da garantia dos seus monopólios. Ora, da velha Grécia e de Paris para os Estados Unidos, e daí para o nossa Brasil, é apenas questão de tempo oportunidade. Seja como for, parece que a "Moda" está aí para ficar e será, se já não o foi, provavelmente testada em algumas empresas pioneiras daqui.

O psicólogo Levinson conduziu, nos EUA, uma pesquisa entre bem sucedidos profissionais de várias áreas e todos enfatizaram a decisiva importância que teve, em determinada fase de suas carreiras, a figura de um "Mentor" (o nome ainda não existia, mas a pessoa sim... )

Essa função fora geralmente exercida por um colega mais velho, bem sucedido em sua posição, eventualmente líder, em sua profissão e que, meio pai, meio amigo, facilitara enormemente o desenvolvimento do jovem a partir do seu próprio exemplo e da sua disponibilidade em dialogar com o iniciante, estimulando-o e orientando-o em seu caminho para o sucesso.

O mesmo deve ocorrer com os nossos profissionais. Como, com muita freqüência, "macaqueamos" simplesmente o que lá fora se faz sem prestarmos maior cuidado ás características e peculiaridades culturais e conjunturais do nosso país, não custa tecer algumas considerações a serem levadas em conta pelas empresas e eventuais pretendentes ao "Mentoring".

Em primeiro lugar, reconheçamos que existe hoje, onipresente entre nós, uma enorme falta de credibilidade nos mais velhos, nos que dizem "eu sei, ou "eu já passei por isso". De fato, hoje é até ao contrário, são os jovens que levam a bandeira da atualidade e, para espanto e reverenciosa surpresa dos mais velhos, vão à frente abrindo caminhos e mostrando posturas novas aos decanos.

Parte dessa realidade está relacionada com a nossa história mais recente, quando nossos jovens se levantaram - e alguns pagaram com suas vidas contra a ditadura nos anos 60 e 70. Nós os mais velhos (inclusive o signatário deste capítulo), reservamo-nos prudentemente para quando o "negócio virasse". E até alguns dentre nós, ainda mais sagazes, quando "virou" mesmo, logo estavam, de novo, na crista da onda aproveitando as oportunidades da volta à democracia (vide os nossos dirigentes e quadros políticos atuais...) Assim, como acreditar neles, "os mais velhos"?

Além disso, para os que enfrentarem essa difícil tarefa, não custa lembrar que o "Mento" de hoje estará "fazendo a cabeça" de um jovem que, em vinte anos, assumirá eventualmente posições de liderança empresarial. Mas vinte anos nos colocam no século XXI! E o que nos espera então? Querem saber o que pensa, por exemplo, Arthur Clarke - o do "2001, Uma Odisséia no Espaço"?

Pois a nosso Clarke acha perfeitamente possível, e nada estranho à tecnologia atual, a possibilidade de sobrevivência, - em caldo de cultura laboratorial apropriado - de todo o aparato cerebral de uma pessoa, enfim, um "cérebro de proveta". Aliás, vários filmes de horror e/ou de ficção científica já exploraram a idéia.

A diferença que hoje já é possível, diz Clarke, imaginar isso como proximamente realizável. Daí que o "Mentor" de hoje poderá talvez estar ajudando a preparar um cérebro que durará... eternamente! E bota responsabilidade nisso...

Um terceiro aspecto a lembrar é que caberá ao "Mentor" uma tarefa complexa e ambígua, com algumas contradições embutidas no seu contexto. Quando se fala em ajudar no "desenvolvimento" de uma pessoa há, pelo menos, três dimensões a considerar: o desenvolvimento pessoal, o profissional e o de carreira, na empresa em questão.

Ora, estas três coisas são, ás vezes, até mesmo antagônicas.

Na primeira dimensão, estaremos falando de um "Mentor" tipo pai, tutor, amigo mais velho, conselheiro espiritual, confessor talvez... Na segunda - a do Know–how na especialidade - procura-se um "Mentor" que seja um bom profissional, um exemplo de ética e de atualização naquele campo de atividade, talvez um pesquisador, um inovador pioneiro na área... Quanto ao terceiro aspecto - o de carreira - aí poderá ser útil o próprio Chefe hierárquico, o Gerente Recursos Humanos, o Diretor definidor de políticas e diretrizes da empresa etc. E vejam que o nosso "Mentor" terá que ser um pouco destas três coisas não será nada.

Aliás, ampliando o campo de exame, talvez daí provenha parte dos problemas atuais das atividades de treinamento e desenvolvimento de pessoal. É que Homem de Recursos Humanos está, cada vez mais, numa situação profissional difícil e contraditória se quiser ser algo mais que mero preenchedor de Carteiras Profissionais e Folhas de Pagamento. Pesquisa recente, levada a efeito entre nós junto ao pessoal da área de informática de diversas empresas indica que, mais que o salário, ele valoriza a possibilidade de adquirir cada vez maior conhecimento em sua especialidade, exigindo ainda atualização profissional permanente no local onde trabalha. Isso no ramo da informática é particularmente crítico, mas será que não está acontecendo o mesmo em outras especialidades?

Com efeito, estima-se que, mesmo nos Estados Unidos, um profissional recém-saído das universidades estará obsoleto daí a uns dez anos em média, dependendo do seu campo de estudos. Ora, como então garantir a atualização profissional contínua dos nossos jovens?

E aí que entra, cheio de dúvidas, o "Mentor"... Do ponto de vista da empresa, pode bem ocorrer que esta se contente simplesmente com um bom profissional adequado às exigências do cargo a ele destinado.

Lembro-me entretanto que, professor dos cursos de Mestrado em Administração e procurado para um "conselho" por alguns alunos mais chegados, eu costumava recomendar o seguinte. "Não fique no seu primeiro emprego mais que uns três anos. Mude, experimente outras coisas, adquira vivência em outras áreas e, principalmente, nunca fique num setor onde não possa ir mais além da rotina e burocracia especifica da função. Faça isso pelo menos até os 35 anos e então... Escolha!"

Hoje, quando me pergunto se eu não seria um tanto radical à época, constato, com agradável surpresa, que já não sou eu o radical, e que estou até sendo ultrapassado por jovens que "não aquecem o assento", mudando de emprego com freqüência à procura de algo mais rico e mais significativo para o seu desenvolvimento pessoal. O que diria o "Mentor" a um jovem com essa perspectiva?

Dentro da mesma ordem de idéias, ocorre-me uma explicação para o êxito econômico do Japão de pós-guerra. Nos últimos trinta anos, parece que, na maioria das empresas japonesas, conseguiu-se que os funcionários considerassem devidamente atendidas as três dimensões acima mencionadas. O empregado japonês aceita a empresa e o seu emprego como um só, para toda a vida. E ali elege ele o local onde se desenvolverá como pessoa, como cidadão, como profissional e como funcionário de carreira. Uma organização justa, estimulante e segura faz o resto e tudo dá certo, pois a motivação do pessoal é assim elevada ao máximo.

Não custa lembrar, entretanto, que esse sistema quase perfeito vem apresentando, ao que se sabe, várias e sérias fraturas nos últimos tempos. Os jovens japoneses já não estão aceitando tão passivamente essa "unificação" dos três tipos de desenvolvimento, tal como no passado recente. Cidadãos de um país rico e economicamente vitorioso, eles se perguntam o que fazer com suas vidas após conquistar e desfrutar dos benefícios e vantagens profissionais.

O que deve então fazer o nosso "Mentor"? Trata-se de uma missão impossível? Como vimos, ele é meio pai, meio professor e meio supervisor ou chefe. Isso tudo, aliás, soma um e meio e não um - o que dá a dimensão de sua difícil tarefa!

Ora, sabemos bem que a relação pai-filho é fonte de muitos problemas; mas não há Freud algum que nos convença de que a infância abandonada seja uma alternativa melhor... Quanto aos professores, as universidades e colégios estão aí, cheios de mazelas e defeitos, mas... fechá-lo é ainda pior! E, finalmente, se suprirmos os superiores das empresas, mesmo ineficientes, poderá ocorrer que o resultado imediato seja o caos da anarquia. Assim, talvez um "Mentor" nota 8,0 ou mesmo 7,5 seja até melhor que "Mentor" nenhum...