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sexta-feira, 4 de junho de 2010

Onde está o profissional de RH?

Muito se tem estudado e discutido a respeito do perfil do novo profissional de Recursos Humanos. Até pouco tempo atrás, RH era a área onde todo o trabalho burocrático concernente aos funcionários de uma empresa era desenvolvido, limitando-se aos expedientes de folha de pagamento, admissões e demissões e aos burocráticos processos de seleção.

Contudo, com o passar do tempo, as demandas das empresas mudaram. Cada vez mais as organizações conscientizaram-se de que o capital humano é extremamente importante para que seus objetivos sejam alcançados, e que negócios possam ser mantidos e novas transações efetuadas.

Com isso, deu-se a necessidade de dar um salto qualitativo no trabalho do profissional de RH, de modo que este estivesse mais voltado às atividades estratégicas que levariam a empresa a um novo patamar em seus objetivos e metas. Não bastava ser apenas aquele profissional que é especializado em administração de pessoal, mas o profissional teria, igualmente, que se especializar nas várias outras áreas do RH.

Surgiram, então, várias linhas e conceitos a serem seguidos: gestão por competências, e-learning, projetos audaciosos sobre comunicação interna, avaliações de desempenho diferenciadas, deu-se uma nova força ao empregado, que passou, assim, a ser chamado de colaborador.

Mas, e o profissional da área? Ele conseguiu acompanhar essa nova tendência? Tecnicamente, sim. A cada dia que passa, existem mais e mais ferramentas de desenvolvimento do gestor de pessoas. As empresas estão apostando maciçamente em programas de treinamento e desenvolvimento de líderes, a fim de prepará-los para serem igualmente gestores de processos e de pessoas.

Sem dúvida, estamos testemunhando um fortalecimento dos profissionais de RH, onde eles são cada vez mais participativos e importantes nos processos decisórios das empresas. E, com isso, pode-se dizer que houve uma "inflação de ego" em muitos destes profissionais, que se viram paulatinamente transpostos de profissionais burocráticos para profissionais estratégicos.
Em muitas conversas e trocas com profissionais da área, tenho observado uma grande dose de falta de humildade e foco, que esquecem que atuam com seres humanos, e que estas pessoas são dotadas de sonhos, ambições, crenças, objetivos e, principalmente, sentimentos.

Dentro e fora das empresas, há a percepção de que esses profissionais muitas vezes encontram-se despreparados para o trato com pessoas, achando-se donos absolutos da verdade, detentores do conhecimento supremo de artes simples como feedback, ouvir o próximo, ensinar e aprender, promover trocas de experiências e conhecimentos, porém muito pouco, ou quase nada, demonstram em suas práticas.

O que vemos são profissionais muitas vezes pouco qualificados para desempenhar suas funções, que são postos "no fogo cruzado" de coordenar uma área sem terem sido preparados eficazmente para esse desafio, profissionais trocando sutis farpas (muitas vezes não tão sutis) por encontrar opiniões e posturas diferentes das suas próprias, baixa tolerância a críticas, defesas apaixonadas de seus pontos de vista, mas pouco baseadas no racional e nada fundamentadas em teorias que possam, de alguma forma, embasar seu posicionamento.

Isso faz com que a gente pense: são esses os profissionais que participam efetivamente das decisões estratégicas das empresas e que, de forma bastante contundente, influenciam nos rumos de nossas vidas? Profissionais que pregam o "façam o que eu digo, mas não façam o que eu faço?".

Sendo assim, onde podemos encontrar no profissional de RH conceitos importantes que norteiam nossas ações profissionais, como os grandes mestres ensinam, tais quais a ética, o profissionalismo, as boas relações no trabalho, coaching?

É hora de muitos profissionais de RH darem um passo atrás, observar mais atentamente suas ações, posicionamentos, crenças, refletir e buscar o caminho para a humildade, para a iluminação pessoal e profissional, tentar buscar a fonte da generosidade e do compartilhar com seu semelhante aquilo que, a princípio, fez com que ele escolhesse essa carreira: o contato e o trabalho com pessoas, a fim de que elas possam se aprimorar, crescer e se tornarem grandes.


Sem isso, estamos todos fadados a sermos engolidos pelo monstro da soberba, mostrando uma ambição desmedida pelo poder e um orgulho exagerado, nos levando a um mundo de superficialidade e promessas vazias de fama, poder e riqueza, de pavões relacionando-se dentro e fora das empresas, e obtendo resultados muitas vezes desastrosos.

Temos que nos conscientizar de que, no final das contas, a base do trabalho do profissional de RH é o amor. Amor ao seu trabalho, amor ao próximo. E que com humildade, sensibilidade e troca, estaremos realmente dando valor ao posicionamento estratégico que nos foi oferecido.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Sua alteza - o talento!




Hoje, vamos falar um pouco sobre retenção de talentos. 

As empresas estão sempre preocupadas com as ações que podem desenvolver para reter seus talentos. Afinal, o custo de desenvolvimento desses profissionais é alto, e elas não querem vê-los no concorrente após todo o tempo dispendido para identificá-los no mercado, treiná-los e deixá-los com o nível de conhecimento e maturidade ideais para o desenvolvimento de ações estratégicas.

Para isso, muitas ferramentas são utilizadas, tais como:

  • Pesquisa de Clima:  para entender o que os colaboradores pensam da empresa e o que eles buscam;
  • Mentoring:  para certificar-se de que as melhores práticas desta empresa estão sendo passadas para as novas gerações;
  • Coaching: para entender as dificuldades e ajudá-los a superá-las;
  • Programas de Desenvolvimento de Liderança: porque não adianta dar-lhes ferramentas técnicas apenas, estes talentos tem que ter ser bons líderes, e dominar as competências comportamentais de um bom líder;
  • Programa de Carreira: para que esses talentos possam ter opções de caminho a percorrer, e tenham ciência de quais são esses caminhos;
  • Recrutamento Interno: para fortalecer os vínculos e oferecer aos colaboradores a possibilidade de tomarem para si a responsabilidade de construir a trajetória de suas carreiras na organização;
  • Programa Melhores Empresas para Se Trabalhar:  além de ser um forte aliado na atração dos profissionais, estimular o sentimento de orgulho nos seus talentos é uma poderosa forma de retenção.
Na semana que vem, lançaremos um especial sobre retenção de talentos, no qual iremos dividir com nossos leitores informações sobre cada um desses programas. 


Mantenham-se ligados!